O planejamento previdenciário é o estudo técnico que avalia, com base no CNIS e na documentação do segurado, qual é a melhor regra para se aposentar, em que momento e em que valor. É indicado tanto para quem está próximo da aposentadoria quanto para quem ainda tem anos de contribuição pela frente.
Sem planejamento, o segurado corre o risco de pedir a aposentadoria pela regra errada, em momento prematuro ou com valor inferior ao possível. A diferença entre a melhor regra e uma escolha aleatória pode chegar a centenas de reais por mês, multiplicados por décadas.
O estudo começa pela conferência do CNIS — Cadastro Nacional de Informações Sociais —, com identificação de vínculos faltantes, contribuições não registradas, períodos rurais, tempo especial, atividade concomitante e outros pontos que podem aumentar o tempo computável.
Em seguida, são simuladas as regras de transição, as regras permanentes e a possibilidade de revisão futura, com comparação entre o valor de cada cenário. Quando aplicável, o estudo orienta também sobre contribuições complementares, para alcançar a regra mais vantajosa.
Para quem já recebe benefício, o planejamento permite identificar oportunidades de revisão, como tempo especial não reconhecido, contribuições posteriores à aposentadoria ou aplicação de tese favorável posterior à concessão.
